a nossa marca colectiva

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terça-feira, 5 de junho de 2012

1º Concurso Nacional de Carnes com Nomes QUALIFICADOS


Não podemos divulgar AINDA que prémios tiveram mas podemos informar que foram premiadas as seguintes CARNES COM NOMES QUALIFICADOS:


Borrego do Nordeste Alentejano

Cabrito do Alentejo

Carnalentejana

Carne Barrosã

Carne de Bísaro Transmontano

Carne de Bravo do Ribatejo

Carne de Porco Alentejano

Carne Marinhoa

Carne Mertolenga

Carne Mirandesa

Parabéns aos criadores e a todos quantos dinamizam estas fileiras!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Os produtos portugueses e a sua relação com a autenticidade da cozinha tradicional portuguesa


A Confraria da Gastronomia do Ribatejo, em colaboração com o CNEMA, vai realizar no dia 2 de Junho, nas instalações da Feira Nacional da Agricultura,o 3º  "Encontro das Confrarias Enófilas e Gastronómicas”.

Trata-se de uma jornada de confraternização entre Confrarias e Confrades, na inauguração do Salão Prazer de Provar que compreende: provas gastronómicas, provas conduzidas de vinhos, azeites, queijos, enchidos, presuntos, doces, paºo, carnes e licores  premiados, demonstrações de cozinha ao vivo, mercearia da feira e ponto de venda de frutos e hortícolas da estação.

Esta iniciativa que tem como pano de fundo um painel com uma Comunicação denominada “Os produtos portugueses e a sua relação com a autenticidade da cozinha tradicional portuguesa”  que terá como oradora principal a Secretária Geral da QUALIFICA, Engª Ana Soeiro, pelo que haverá oportunidade de poder debater e falar sobre um Tema de Grande interesse que se enquadra perfeitamente nos objectivos do nosso movimento Confrádico e não só..

Programa:

10,00 h -  Concentração na porta principal do Cnema, seguida de Mata-bicho á entrada do             

                   Auditório

11,00 h Comunicação seguida de debate sobre “Os Produtos Portugueses e a sua

               Relação e Autenticidade com a Cozinha Tradicional Portuguesa” no Auditório

               pequeno

12,00 h Inauguração e visita ao Pavilhão Prazer de Provar

13,30 h Almoço no recinto da Feira no Restaurante “Taberna do Quinzena”

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vencedores dos Concursos Nacionais


Depois do êxito dos 1ºs Concursos Nacionais de Queijos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados e  de Enchidos, Presuntos e Ensacados Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados realizados em 2011, a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo e a Qualifica, com o apoio da Fullsense, promoveram em Abril e Maio de 2012 outros Concursos de produtos tradicionais, dos quais se dá conta dos premiados, por ordem alfabética, nas respectivas categorias:
Concurso Nacional de Conservas de Pescado
- Santa Catarina – Indústria Conserveira, S.A., “Conserva de Atum – Filete de Atum em Azeite e Molho Cru”
- Santa Catarina – Indústria Conserveira, S.A., “Conserva de Atum – Posta de Atum em Azeite e Piri-piri”

Concurso Nacional de Pão, Broas, Folares e Bôlas Tradicionais Portugueses
- 3Ás – Arte, Artesanato e Artesãos Unipessoal, Lda., “Folar da Páscoa de Poiares”
- Alves & Ribeiro, Lda., “Folar de Mirandela - Folar D'Angelina”
- APPUL - Associação de Produtores de Pão de Ul, “Pão de Ul”
- Costa, Esperança, Dias e João, Lda., “Pão de Trigo Alentejano”
- M. Ferreira e Filhas, Lda. “Folar de Gimonde – Folar do Pomar”
Concurso Nacional de Doçaria Conventual Portuguesa
- Confibor, Lda., “Ameixa d´Elvas (DOP)”
- Doçaria Ponto de Rebuçado de Susana Margarida M. A. Pereira, “Brisa do Liz”
- Olga Cavaleiro, “Pastel de Tentúgal”
- Rosa Líria da Silva Soares, “Ovos Moles de Aveiro (IGP)”
Concurso Nacional de Doçaria Tradicional Popular Portuguesa
- A Pousadinha de Cacilda Amaral Craveiro Correia, “Queijada de Tentúgal”
- Doçaria Ponto de Rebuçado de Susana Margarida M. A. Pereira, “Bolachinhas Ponto de Rebuçado”
- Olga Cavaleiro, “Queijada de Tentúgal”
- Sandra Dolores Pais Cruz, “Pão de Ló de Ovar"
Concurso Nacional de Licores Conventuais e Tradicionais Portugueses
- António Luís Santos Vaz Maia, “Licor de Frutos - Licor de Laranja Casa de Encosturas”
- António Luís Santos Vaz Maia, “Licor de Ervas Aromáticas - Licor de Ervas Aromáticas Casa de Encosturas”
- David Pinto e Companhia, Lda., “Licor de Frutos - Licor de Ginja de Alcobaça M.S.R.”
- Fazenda do Cré – Sociedade Agro-Industrial, Lda., “Licor de Ervas Aromáticas - Licor de Poejo Fazenda do Cré”
Concurso Nacional de Queijos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados
Queijo amarelo da Beira Baixa
- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
- Queijaria de Ródão, Lda.
Queijo amarelo velho da Beira Baixa
- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
- Queijaria Artesanal Lourenço e Filhos, Lda.
Queijo picante da Beira Baixa
- Queijaria Artesanal Lourenço e Filhos, Lda.
- Queijaria de Ródão, Lda.
Queijo de Azeitão
- Flor de Cardo, S.A.
- Vitor Fernandes – Queijaria Artesanal, Lda.

Queijo de Cabra Transmontano
- Leicras – Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra Serrana, CRL
Queijo de Castelo Branco

- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
- Beiralacte – Lacticínios Artesanais da Beira Baixa, Lda.
Queijo de Castelo Branco Velho
- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
Queijo de Nisa
- Monforqueijo, CRL
Queijo de São Jorge
- Lactaçores, UCRL.
Queijo Mestiço de Tolosa
- Monforqueijo, CRL
Queijo Serpa
- Produção de Queijos Francisco Pacheco e Filhos, Lda.
- Queijaria Guilherme, Unipessoal, da.
Queijo Serra da Estrela
- Quinta de São Cosme, Sociedade Agro-industrial, Unipessoal, Lda.
- Queijos São Gião
Queijo Serra da Estrela Velho
- António F. L. Vaz Patto, Lda.
Queijo Terrincho
- Quinta da Veiguinha – Queijaria Artesanal, Lda.
Requeijão da Beira da Baixa
- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
Requeijão da Serra da Estrela
- Paulo Rogério Simões Figueiredo
Travia da Beira Baixa
- Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL
Concurso Nacional de Enchidos, Presuntos e Ensacados Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados
Alheira de Mirandela
- José Carlos Teixeira – Produtos Regionais, Unipessoal, Lda.
- Lina Teixeira & Filhos – Indústria de Enchidos, Lda.
Alheira de Vinhais
- Fumituela, Lda.

Butelo de Vinhais
- Fumituela, Lda.
Chouriça ou Linguiça de Vinhais
- Fumituela, Lda.
Chouriça Doce de Vinhais
- Fumituela, Lda.
- Vifumeiro – Fumeiro e Carnes, Lda.
Chouriço Azedo de Vinhais
- Fumituela, Lda.

Chouriço de Carne de Estremoz e Borba
- Salsicharia Os Lobinhos, Lda.
Chouriço Grosso de Estremoz e Borba
- Salsicharia Os Lobinhos, Lda.
Farinheira de Portalegre
- Catet – Companhia Alentejana Enchidos Tradicionais, Lda.
Paleta de Barrancos
- Barrancarnes – Transformação Artesanal, S.A.
Paleta de Santana de Serra
- Montaraz de Garvão - Transformação Artesanal de Porco Alentejano, Lda.
Presunto de Barrancos
- Barrancarnes – Transformação Artesanal, S.A.
Presunto de Santana de Serra
- Montaraz de Garvão - Transformação Artesanal de Porco Alentejano, Lda.
Salpicão de Vinhais
- Vifumeiro – Fumeiro e Carnes, Lda.

Os respectivos prémios bem como a divulgação das Medalhas de Prata, de Ouro e dos Melhores dos Melhores serão entregues num Jantar a realizar no dia 6 de Junho pelas 20:00h, na Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, no CNEMA em Santarém.

A 4 de Junho realizar-se-á, ainda, o 1º Concurso Nacional de Carnes Tradicionais Portuguesas com Nomes QUALIFICADOS
Em nome da QUALIFICA endereço parabéns a todos os vencedores e destaco o importantíssimo trabalho desenvolvido pelos membros dos diversos júris bem como pelos técnicos da Fullsense, do CNEMA e da QUALIFICA e ainda ao Engº Mário Louro, a quem agradeço publicamente o esforço e o desempenho exemplar na recepção das inscrições e das amostras, na codificação, na preparação para prova, na apreciação e  no tratamento e divulgação de resultados, destacando que todas estas funções extraordinárias e muitas vezes muito para alem de qualquer horário normal de trabalho foram exercidas a título gracioso.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre

Decorreu em 27, 28 e 29 de Abril a XIIª edição da Feira de Doçaria Conventual de Portalegre, com um alargamento do seu âmbito à Doçaria Tradicional.

Realizou-se, também, o Concurso de Doçaria Tradicional, sendo o júri composto por representantes da Confraria Gastronómica do Norte Alentejano (que presidiu), da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, do Agrupamento de Produtores Natur-al-Carnes, de Portalegre e da QUALIFICA.

Este concurso, ao qual concorreram 8 doces, visava apurar “O MELHOR DOCE CONVENTUAL” desta Feira

E feitas as provas e atribuídas as pontuações e apurados os resultados, os grandes vencedores, repetindo os dois primeiros as classificações de 2011, foram:
1º Pastel de Tentúgal, apresentado pela Pastelaria O Afonso, de Tentúgal

2º Ovos moles de Aveiro, apresentados pela APOMA (Associação dos produtores de Ovos moles de Aveiro)

3º "MORGADINHO" , apresentado pela Sr.ª D.ª Adelaide Cangarato.
Aos vencedores, as nossas homenagens. A todos quantos participaram, os nossos agradecimentos!

AR recomenda produtos nacionais


Resolução da Assembleia da República n.º 62/2012


Recomenda ao Governo que promova o consumo de produtos nacionais e crie melhores condições para que esses produtos de origem nacional sejam identificados

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:

1 — Estude a melhor forma de sensibilizar os Portugueses a consumirem produtos nacionais, nomeadamente através de campanhas publicitárias que apelem para os benefícios de consumir aquilo que é nacional, uma vez que tal significa ajudar a promover o crescimento económico e a reduzir a dependência do exterior.

2 — Proceda à identificação nas embalagens desses produtos, nomeadamente através de uma etiquetagem mais adequada, por forma que os consumidores possam identificar qual a componente de incorporação nacional nesses mesmos produtos, respeitando a legislação nacional e comunitária.

Aprovada em 5 de abril de 2012.

A Presidente da Assembleia da República,

Maria da Assunção A. Esteves.

Nota: Julgo que a operacionlização não será fácil. E que pena não ter sido acrescentada a palavra "QUALIFICADOS" aos produtos nacionais

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Concursos atravessam o Atlântico!

É espantoso! Não estávamos à espera mas até o Brasil já descobriu os Concursos de Produtos Tradicionais que estamos a organizar e dá-lhes destaque em

http://www.idestur.org.br/boletim.asp


Esperamos que esta sementeira frutifique.......

domingo, 15 de abril de 2012

Santos da casa não fazem milagres....

Transcrevo (sem vénia que ela não gosta...) uma mensagem que recebi da Leonor Casimiro - lutadora, desde há anos, pela boa utilização dos tradicionais não alimentares:

"Sobre a vertente pela qual eu também luto, gostaria muito que lesses o artigo editado no Público on-line de há 4 dias: http://www.microsoft.com/portugal/presspass/SalasdeIV.aspx?ID=187,relativo à inauguração, pelo P.R., da sede da Microsoft no Parque das Nações.
O conceito de decoração de interiores que foi imposto pela Microsoft, traduz-se na combinação da nossa tradição com a inovação em torno da cortiça e do burel, de uma forma interessantíssima, que me encheu de alegria, por corresponder aos desafios pelos quais me bato há vários anos, junto dos decoradores, designers e estilistas.
Infelizmente, esta mensagem custa a fazer passar cá dentro (baixa auto-estima dos portugueses) e são os estrangeiros que melhor percebem a importância e o valor da nossa cultura popular, se acrescida de modernidade. Com isto, geraram muito trabalho para as mulheres rurais de Manteigas.
Chamo a tua particular atenção para o texto na pág. 6 do link "Microsoft Lisbon Experience: apresentação e definição": um espaço onde a portugalidade impera! que poderia ter sido eu a escrevê-lo.
Talvez assim, o tema seja mais convincente… Água mole em pedra dura....e, como sabes a teimosia é fundamental! "

Gostava que também fossem ver e, sobretudo, que os portugueses aplicassem os conceitos!!!!

E que caísse em desuso o ditado que serve de título!

Concursos de Produtos Tradicionais

  Vejam bem o destaque que a LUSA e o AGROPORTAL e a CONFAGRI  e a GAZETA RURAL dão aos nossos concursos!

http://agroportal.pt/x/agronoticias/2012/04/13c.htm   

e

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia43771.aspx

e

http://www.gazetarural.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1484:qualifica-promove-concursos-que-visam-garantir-genuidade-dos-produtos-tradicionais&catid=55:gastronomia&Itemid=18

E a verdade é que a meio do caminho os júris dos diversos concursos já atribuíram várias medalhas de ouro e de prata e já estão encontrados 4 "melhores dos melhores".... mas também já eliminámos algumas amostras e desclassificámos alguns concorrentes!

Trigo e joio não são iguais!!!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mais uma semana para inscrição em concursos!

Atendendo a que atravessamos o período de Páscoa, a data de inscrição nos Concursos de Queijos e de Enchidos, Ensacados e Presuntos com Nomes QUALIFICADOS foi adiada, respectivamente, para 16 e 17 de Abril. E a dos Licores para 16 de Abril também! Boa Páscoa para todos com PRODUTOS TRADICIONAIS QUALIFICADOS

domingo, 25 de março de 2012

1º Concurso Nacional de Licores conventuais e tradicionais portugueses


Promovendo, valorizando e dando a conhecer os licores conventuais e populares portugueses, realiza-se em 2 de Maio o 1º Concurso Nacional de Licores conventuais e tradicionais portugueses, que o CNEMA realiza em conjunto com a Qualifica – que assume a respectiva Direcção através da colaboração do Engº Mário Louro - e com o apoio da Fullsense.



Inscrições até 9 de Abril.

Este Concurso enquadra-se no âmbito de um conjunto de iniciativas onde se incluem também os Concursos Nacionais de Queijos, de Enchidos, ensacados e presuntos Tradicionais Portugueses e de Carnes com Nomes Qualificados, o Concurso Nacional de Mel, o Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra, o Concurso Nacional de Vinhos e, pela primeira vez este ano, os Concursos Nacionais de Doçaria Conventual, de Doçaria Tradicional Popular, de Conservas de Pescado e de Pães, Broas, Folares e Bôlas. Todos no âmbito do Salão Prazer de Provar e integrados na Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo.

Regulamento e ficha de inscrição em www.qualifica.pt
e em www.cnema.pt

Bruxelas quer replicar sucesso do queijo Comté


Claude Querry acaricia um gigante queijo de 40 quilos e 60 centímetros de diâmetro. Na cave do Forte de Saint Antoine, localizado na região de Franche-Comté, zona leste de França e bem perto da fronteira suíça, descansam 100 mil Comté. Entre os cerca de 50 queijos que ostentam a classificação de Denominação de Origem Protegida (DOP) em França este é o que atinge maior volume de produção - mais de 52 mil toneladas em 2008, o que representa cerca de um quarto dos queijos DOP produzidos neste país.

As mãos enormes de Querry percorrem a casca dura do Comté. Com um pequeno instrumento, que se assemelha a um martelo, bate em toda a superfície, esticando a cabeça para ouvir o som. "É para adivinhar o que se passa no interior. Temos 50% de hipóteses de saber como está o queijo por dentro", conta o responsável pela cave da Marcel Petite, empresa queijeira que vende sete mil toneladas de Comté por ano e factura 50 milhões de euros. As suas caves na montanha recebem por ano dez mil visitantes.

Para a Direcção-Geral de Agricultura (DGA) da Comissão Europeia - que convidou um grupo de jornalistas a visitar a região - a produção do Comté em França é um exemplo a seguir pelos restantes Estados-membros que também têm queijos DOP, feitos à medida da tradição, com sabores únicos e distintivos. A DGA elogia a boa organização entre produtores, cooperativas e sector privado que promove o desenvolvimento de uma zona montanhosa, com Invernos longos e difíceis, e capaz de atrair população e turistas. Estima-se que esta indústria seja responsável pela criação de 7600 postos de trabalho directos.

O sucesso é partilhado e começa no produtor, o dono das vacas da raça Montbéliarde que fornecem o leite para a produção do queijo. O agricultor vende o leite cru a uma cooperativa, que, por sua vez, produz o queijo e o entrega a uniões de cooperativas ou empresas como a Marcel Petite, onde é feita a cura. Grande parte da comercialização é feita pelo sector privado, mas as organizações de agricultores também vendem em pequenas lojas locais.

Na sua quinta em Hautepierre-le-Châtelet, Pascal Nicod diz que o Comté "valoriza o leite". A cooperativa a que pertence, e que tem 14 agricultores, paga em média 44 cêntimos por litro, valor estabelecido com base no preço final do queijo. As suas 35 vacas leiteiras produzem cerca de 240 mil litros de leite por ano. Contas feitas, tem um rendimento anual de 105.600 euros, suficiente para sustentar a família.

"Temos muito apoio numa zona desfavorecida e com um Inverno rigoroso. Por exemplo, há uma associação local que faz serviços de substituição de agricultores quando estão de férias ou doentes e não podem cuidar dos animais", conta.Cooperativas como a de Chapelle des Bois, uma pequena vila com 250 habitantes, mantêm a economia local em movimento. Doze produtores entregam anualmente 1,6 milhões de litros de leite nesta estrutura, 90% servem para a produção do Comté (os restantes para fabricar Raclete). Os turistas que aproveitam as montanhas para esquiar no Inverno também aqui param para comprar o famoso queijo.

"O caso do Comté é espantoso porque conseguiram usar um produto como foco central de desenvolvimento da região. É um território totalmente aproveitado, sem incêndios, têm a rota do Comté que atrai turistas, ganhando milhares de euros com as visitas que se fazem às caves", diz Ana Soeiro, secretária-geral da Qualifica, Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses.

Ana Soeiro garante que a estratégia de desenvolvimento rural desta região francesa não tem paralelo com a realidade nacional. "Nem o caso do Queijo São Jorge, que tem o maior volume de produção, é comparável", afirma, acrescentando que a "máquina do Ministério da Agricultura desconsidera estas produções".

Ainda assim, Portugal é o quarto país da Europa com mais queijos DOP, depois de Itália, França e Espanha, e estima-se que o valor médio de produção anual ultrapasse os 13 milhões de euros [para um valor total de mercado a rondar os 500 milhões de euros]. São 13 queijos (e um com Indicação Geográfica Protegida, o Mestiço de Tolosa, da região alentejana), fabricados por 100 produtores. A média de produção anual situa-se nas 1302 toneladas e cerca de metade do volume é conseguido pelo Queijo São Jorge.

Ana Soeiro diz que os efeitos destes produtos na gastronomia e no turismo "nunca foram estudados". A fileira produtiva não está unida como a do Comté, que conseguiu "repercutir na cadeia a mais-valia do queijo". Além disso, garante, tem-se assistido ao progressivo abandono de produtores e a alguma adulteração. "O queijo de Niza, por exemplo, só é feito por um produtor. Deixam de fazer estes produtos especiais para fabricar os mais vulgares, mas depois não conseguem competir com os grandes operadores", aponta.

Para Pedro Pimentel, secretário-geral da Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios, há um trabalho a fazer na sensibilização dos consumidores. "Ao contrário de outros produtos lácteos, como o iogurte e o leite, onde temos um consumo per capita acima da média, cada português consome por ano cerca de 11 quilos de queijo, por comparação com 25 quilos em França", revela. Há espaço para crescer, mas a valorização dos produtos protegidos não aumenta sem uma alteração de hábitos. "Há que fazer a educação do sabor, e orientar o consumidor para a diversidade. No queijo, é preciso avançar na cadeia de valor", sustenta.

Queijo DOP vale 5,6 mil milhões na EU
No espaço europeu, os produtos de Denominação de Origem Protegida (DOP= ou com Indicação Gerográfica Protegida (IGP) valiam, em 2008, 14,5 mil milhões de euros, e o queijo é o que mais contribuiu para esse valor (39%). De acordo com dados de Bruxelas, 8% do queijo produzido na Europa – que vale entre 3 a 4% da produção mundial – é protegido. O grupo de produtos alimentares que ostentam estas classificações inclui carne e produtos feitos à base de carne, cerveja, fruta e vegetais, pastelaria, produtos feitos à base de peixe ou azeite. Os últimos dados disponíveis indicam que as exportações destes alimentos para fora do espaço europeu valem cerca de 700 milhões de euros. A Comissão Europeia definiu e regulamentou os registos DOP e IGP em 1992.

FONTE: Público, 2012.03.21

Produtores dos queijos Asiago e Parmigiano Reggiano ganham em Tribunal


Os consórcios  (Agrupamento de produtores) dos queijos  italianos Asiago  (DOP) e Parmigiano Reggiano (DOP) e a Associação Italiana dos Consórcios que tutelam as Indicações Geográficas  (AICIG)  ganharam uma acção em Tribunal  contra os usurpadores dos nomes Asiago e Parmigiano Reggiano . Esta usurpação ocorreu durante a Anuga, em Colónia, em outubro de 2011.

De facto, uma empresa americana apresentou nessa feira queijos correntes rotulados como Asiago e como Parmigiano Reggiano, em completo desrespeito pela legislação europeia. Esta situação motivou a queixa por parte dos Produtores italianos junto das autoridades alemãs, as quais determinaram de imediato o sequestro dos queijos. O Tribunal de Colónia condenou agora a empresa americana a pagar os custos do processo e ainda todas as despesas associadas à apreensão e manutenção dos queijos durante o decorrer do mesmo processo.

Asiago e Parmigiano Reggiano encontram-se registados como DOP para queijo desde 1996 o que confere aos seus produtores um direito específico de Propriedade Industrial.

Que sirva de exemplo!



MA / socopag.fr 16.03.2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mercado do Campo Pequeno – Lisboa 30 e 31 de Março e 1 de Abril

A QUALIFICA foi convidada a tutelar um sector específico de PRODUTOS TRADICIONAIS QUALIFICADOS no âmbito do Mercado do Campo Pequeno, a realizar em Lisboa, nos dias 30 e 31/03 e 1/04.

A organização do Mercado assegura que os expositores da restante área cumprem os requisitos gerais da QUALIFICA, designadamente em termos de concorrência leal. Esta organização tem o apoio da AEP - Associação Portuguesa de Empresários, do Programa “Compre o que é nosso” e da Sociedade de Renovação Urbana Campo Pequeno, estando garantida uma ampla difusão através da Rádio Renascença e de quase todas as estações de televisão, do Facebook e da Imprensa em geral.
As condições de participação são as seguintes:

a)     Local: Arena do Campo Pequeno (piso da arena alcatifado, espaço coberto)

b)     Limite de expositores 100

c)     Público: Entrada Livre

d)     Horário: das 11 às 21h

e)     Decoração – Todos os objectos de decoração, incluindo mesas, bancadas, cadeiras, toalhas, etc são da responsabilidade do expositor

f)      A cobertura de mesas ou das bancadas é obrigatória, com serapilheira até ao chão

g)     Área temática específica: Produtos agro-alimentares em geral. Vinhos e produtos não alimentares poderão estar presentes mas não deverão ser a matéria essencial do stand.  

h)     Só poderão ser comercializados produtos provenientes de produtores devidamente legalizados, de acordo com as disposições do Decreto-Lei nº 209/2008.

i)      Espaço – módulos de 2mx2m, ou seja, 4m2

j)      Custo de cada módulo - 100 € (+IVA à taxa legal em vigor)

É perfeitamente aceitável a participação conjunta de produtores/empresas da mesma zona ou do mesmo município sob a égide de uma Associação ou de um município.
As inscrições devem ser feitas através do preenchimento da ficha de inscrição (contactar geral.qualifica@gmail.com), a qual deverá ser devolvida à QUALIFICA até ao dia 16 de Março.

NIB para o pagamento : 0036 0087 99100062220 50 (a conta está em nome de Anabela Oliveira -organização do evento-)

Assim que seja feita a transferência, enviar comprovativo para mercadocampopequeno@gmail.com , indicando nome, morada e NIF para emissão do recibo.

Durante o evento os expositores devem fazer-se acompanhar do recibo.

domingo, 4 de março de 2012

1ºs Concursos Nacionais de Conservas de Pescado Tradicionais Portuguesas e de Pão, Broas, Folares e Bôlas Tradicionais


Promovendo, valorizando e dando a conhecer genuínos produtos tradicionais portugueses, - a 10 e a 11 de Abril decorrerão, respectivamente, o 1º Concurso Nacional de Conservas de Pescado Tradicionais e o 1º Concurso Nacional de Pão, Broas, Folares e Bôlas Tradicionais que o CNEMA realiza em conjunto com a Qualifica – que assume a respectiva Direcção - e com o apoio da Fullsense.



Estes Concursos enquadram-se no âmbito de um conjunto de iniciativas onde se incluem também os Concursos Nacionais de Queijos e de Enchidos, ensacados e presuntos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados, o Concurso Nacional de Mel, o Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra, o Concurso Nacional de Vinhos e, pela primeira vez este ano, os Concursos Nacionais de Carnes com nomes Qualificados, de Doçaria Conventual e de Doçaria Popular Tradicional e de Licores Tradicionais. Todos no âmbito do Salão Prazer de Provar e integrados na Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo.

Inscrições até 1º de Março (conservas de pescado) e 12 de Março (pães, broas, folares e bôlas).

Regulamento e ficha de inscrição em www.qualifica.pt
e em www.cnema.pt